quarta-feira, 28 de julho de 2010

Foi paixão.


É paixão, Catarina, essa lava

Que chega, que fica, que arde.

É uma erupção de fim de tarde

Dos prazeres que se sente, mas não se fala.

Fica quieta, Catarina, não faz alarde!

Fica, fecha-te os olhos e te cala.

Descansa que hoje, nessa madrugada,

Serás mulher, e eu o homem que te parte.

Não chore, Catarina, meu amor.

Sei que sou bruto causando-te dor

Mas é para que te acostume a outros covardes

Agora vai, Catarina, vai, mas não te farte

Dos amores que em fila estão no aguarde

Para usar a tua alma, corpo, calor.








Sobra de alguns anos passados,
quando Catarina não era Catarina
e o nome repetido era outro.

4 comentários:

Ana Cristina Cattete Quevedo disse...

De uma delicadeza ímpar.
Ousado na medida certa, recheado de lirismo encantador.

Beijo grande :)

†† Glória †† disse...

adorei teu blog
sigo- te ;)
=*

Polly disse...

Lindooo dmais!!!!! Me emocionei
:)
arrasou!

Gabi Borba disse...

Palavras não explicam. =)