sábado, 5 de junho de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
Vou confessar:
Apesar dos Outros que insistem no que está certo ou errado, eu não conseguiria viver sempre de dia, separando as noites pra dormir. Não poderia viver nesse mundo cego surdo-mudo perturbado, no qual o calor do asfalto é o mais quente que conseguem sentir. Sou feliz assim: sonhando acordada e dançando e brindando à noite, até a sola do sapato cair!
domingo, 25 de abril de 2010
Just happy.
Recife, 25 de março de 2010.
Querido,
Peguei minhas sapatilhas de primeira comunhão e pintei de rosa. O resto da tinta joguei pela janela, calçada a fora. A tinta escorreu, pintou as ruas; e foram minhas mãos sujas que pintaram as tuas. Tirei de mim o marasmo e a apatia, deixei pra ti só meu bem e poesia. Com a tinta ainda fresca, as sapatilhas eu calcei e o vestido que vestia, tirei. Andei, sem medo, pelas ruas que, agora cor de rosa, refletiam seus tons em mim. Eu, branca nua, enrubesci, mas não por vergonha ou embaraço. Ruborizei com o sangue que pulsava com teu pulsar naquele beijo que te dei.
Com amor,
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Do início da obsessão.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Satisfaction
Catarina decidiu que se permitiria viver.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sanctify
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Safe
...é só não pensar em nós como a melhor parte de mimE eu quero chegar a um dia dizer: de tanto ficar só, vivo bem sem você...
Quem acompanhasse essa história na platéia ou até nos bastidores, não importa, veriam, é bem possível, uma senhora sem rumo que, pela primeira vez em 53 anos, estava sozinha. Catarina sentia diferente. Dançava solta ao tom de que Comptine D'un Autre ete tomava seu apartamento, a varanda, a rua deserta. E depois desses 53 anos em cárcere, esses foram os 2 minutos no qual Catarina ousou. Depois do corte incisivo da lei, Catarina usou das próprias mãos e rasgou o casulo. Era a liberdade e a primeira sensação de se bastar, de se ser suficiente. Era a primeira aspiração após o cordão umbilical ter sido cortado. O primeiro choro da vitória. O primeiro brilho de luz nos olhos castanhos de Catarina. Era a pura, despretensiosa e verdadeira felicidade que a puxava para fora da cesariana.




