segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Sanctify
sábado, 30 de janeiro de 2010
Sallow
Tudo se esvai. O laço afrouxa e tudo se esvai. Rompe e liberta sentimentos ternos misturados com o sangue. O último fôlego maternal ganha reticências com o primeiro suspiro de Catarina. A terra úmida tem um novo fôlego. Rumorosa, estrumada e feliz. Cega, ela não se importa com mais nada. Cega, Catarina só quer a luz.

E quem fica na sala de espera não ouve nada, só sente o silêncio
Talvez ainda exista o eco do último grito ou talvez seja só o ruído do vento.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Safe
...é só não pensar em nós como a melhor parte de mimE eu quero chegar a um dia dizer: de tanto ficar só, vivo bem sem você...
Quem acompanhasse essa história na platéia ou até nos bastidores, não importa, veriam, é bem possível, uma senhora sem rumo que, pela primeira vez em 53 anos, estava sozinha. Catarina sentia diferente. Dançava solta ao tom de que Comptine D'un Autre ete tomava seu apartamento, a varanda, a rua deserta. E depois desses 53 anos em cárcere, esses foram os 2 minutos no qual Catarina ousou. Depois do corte incisivo da lei, Catarina usou das próprias mãos e rasgou o casulo. Era a liberdade e a primeira sensação de se bastar, de se ser suficiente. Era a primeira aspiração após o cordão umbilical ter sido cortado. O primeiro choro da vitória. O primeiro brilho de luz nos olhos castanhos de Catarina. Era a pura, despretensiosa e verdadeira felicidade que a puxava para fora da cesariana.quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Seed
Sou uma semente plantada no lodo
Qual vento me trouxe?
Meu nome é um livro trancado e vazio
Até porque meus olhos também se fecham
E choram para não se abrirem
Mas pela noite, nessa inundação, consigo sentir minhas mãos
Consigo entender minhas pegadas
Eu encontrei o que procurava?
Sim... Nessa rocha fria que por noites me serviu de almofada
No granito do meu peito
Eu vejo seu rosto esculpido
Acorde e abra os olhos...
Abra-os e escape!
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sighl
Se fortes, seriam sopros. Se fracos demais, bocejos.
Na melhor das hipóteses, constrangem. Na pior, condenam.

E essas lembranças murmuram ladainhas sobre a minha falta do zelo.
Acompanho-as.




